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Família relata medo após condenado por matar avô fugir de instituto psiquiátrico no RS: 'Até hoje não sei o que foi feito'

'Tenho medo', diz parente após condenado por matar avô fugir de instituto psiquiátrico Há uma semana, Andrew Heger Ribas, condenado por assassinar o avô e ...

Família relata medo após condenado por matar avô fugir de instituto psiquiátrico no RS: 'Até hoje não sei o que foi feito'
Família relata medo após condenado por matar avô fugir de instituto psiquiátrico no RS: 'Até hoje não sei o que foi feito' (Foto: Reprodução)

'Tenho medo', diz parente após condenado por matar avô fugir de instituto psiquiátrico Há uma semana, Andrew Heger Ribas, condenado por assassinar o avô e a esposa dele em Cachoeirinha, está foragido do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). Segundo a Polícia Penal, a fuga aconteceu na última terça-feira (9). O mandado de recaptura foi expedido no dia seguinte, mas até a última atualização desta reportagem, não havia sido encontrado. O homem foi condenado em agosto do ano passado pelo crime cometido em Cachoeirinha no ano de 2022. O avô, Rubem Affonso Heger, tinha 85 anos, enquanto a companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, tinha 53. Os corpos das vítimas nunca foram localizados. Relembre o caso abaixo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Na semana passada, a Justiça revogou a internação dele no instituto após um pedido de habeas corpus, determinando a transferência para um presídio comum. Parentes receberam a confirmação da fuga com apreensão. "Eu, com certeza, tenho medo, medo por mim e pela minha família", relata Ruben Silveira Heger, professor de luta e neto de Ruben. "Eles fizeram uma barbaridade, uma crueldade nesta casa que a gente tá aqui hoje, o último lugar em que meu vô estava com a Marlene, onde abriram o portão da casa para fazer uma refeição e até hoje não tem o resultado final do que foi feito com eles." O neto relata que, após o condenação, a família havia ficado mais conformada. "O Andrew tinha sido condenado por todos os crimes e agravantes do que aconteceu, mesmo a gente não tendo o descanso de ter um velório e um corpo", diz. Fuga é apurada A Polícia Penal informa que "as circunstâncias da fuga estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal. As forças de segurança iniciaram imediatamente as ações para recaptura do indivíduo". O advogado de Andrew declarou ter sido pego de surpresa pelo episódio. A Polícia Civil confirmou que investiga o caso. De acordo com o mandado de recaptura da 1ª Vara Criminal, o foragido ainda precisa cumprir 52 anos, quatro meses e 10 dias de pena. O neto Andrew Heger Ribas; O avô, Rubem Affonso Heger e a companheira dele Marlene dos Passos Stafford Heger. Arquivo pessoal; Reprodução Entenda o caso e a delação Casal desaparecido em Cachoeirinha em 2022 teria sido queimado numa churrasqueira O crime teria acontecido em 27 de fevereiro de 2022. Conforme a Polícia Civil, a mãe do suspeito, Cláudia de Almeida Heger, e Andrew foram de Canoas, onde viviam, à cidade vizinha de Cachoeirinha para almoçar com Rubem e Marlene. Na época, em depoimento à polícia, Cláudia contou que teria levado o pai e a companheira dele para passar alguns dias em Canoas. Ela disse ainda que saiu de casa para ir até uma unidade de saúde e que, ao voltar, não teria encontrado mais o casal. Em acordo de delação premiada, Andrew contou como a dinâmica do crime. Ele disse ter visto o avô e a companheira adormecendo no sofá da casa em Cachoeirinha e que os corpos teriam sido retirados do local por Cláudia. Na fase de investigações, ainda em 2022, a polícia informou que a ré colocou colchões nas portas da garagem da casa de Cachoeirinha a fim de bloquear a visão de quem passava pela rua. A ação foi registrada por câmeras de segurança. Já em Canoas, aponta a delação de Andrew, os corpos foram colocados em uma churrasqueira e ficaram queimando, com lenha e carvão, ao longo de 36 horas. O réu ainda relatou que as cinzas e os restos mortais das vítimas teriam sido jogados em uma região de mata perto do Rio Gravataí. Em maio de 2022, quase três meses após o desaparecimento, Claudia e Andrew foram presos e indiciados pela polícia. Rubem deixou dois filhos, além de Cláudia, enquanto Marlene tinha outros dois filhos de outro relacionamento. O júri decidiu que o então réu é culpado por dois homicídios qualificados, além de ocultação de cadáver, fraude processual, maus-tratos a animais e resistência à prisão. O cumprimento será em regime fechado. Cabe recurso da decisão. A mãe do suspeito também era ré por matar o pai e a madrasta, mas ela morreu em março de 2025 por complicações relacionadas a comorbidades, incluindo diabetes, obesidade, hipertensão arterial e infecção do trato urinário. VÍDEOS: Tudo sobre o RS